21 dez

Fluxo de caixa e os 7 pecados que podem falir a sua empresa

 

Entender o funcionamento do Fluxo de Caixa, bem como sua execução, ajudam o gestor a evitar que sua empresa corra sérios riscos, inclusive, de chegar à falência. Por isso, é fundamental entender da maneira mais aprofundada o que é e como fazer o Fluxo de Caixa. E é exatamente esse assunto que abordaremos neste artigo.

Aliás, falaremos não apenas sobre o que é o Fluxo de caixa e sua importância, mas também sobre seus erros mais comuns. A sua execução envolve tarefas que podem levar sua empresa a passar por maus momentos. Veja!

 

O que é fluxo de caixa?

 

Vamos começar pelo conceito. Basicamente, Fluxo de Caixa, como o próprio nome sugere, está diretamente ligado ao dinheiro da empresa. Ou seja, tudo que é recebido e tudo que é gasto dentro de determinado período faz parte do Fluxo de Caixa. Aliás, vale ressaltar que em determinados casos, o tempo não é único fator determinante na composição do fluxo. Podem ser considerados valores envoltos em projetos específicos e não em prazos específicos.

Sendo assim, o Fluxo de Caixa nada mais é que uma forma que o departamento Financeiro tem para controlar os recebidos e custos da empresa de maneira detalhada e certeira. E para isso, é fundamental que todos itens, seja de entrada ou de saída de dinheiro, sejam especificados, por mais insignificantes que pareçam ser.

Apenas para esclarecer o entendimento, podemos falar que o Fluxo de Caixa refere-se à movimentação financeira que já ocorreu. Enquanto o orçamento refere-se ao planejamento de uma movimentação futura.

 

Qual a importância do Fluxo de Caixa para as empresas?

 

Em geral, os gestores tendem até a compreender o conceito de Fluxo de Caixa. Por vezes, inclusive, dominam a execução desta tarefa. Entretanto, com os afazeres do dia a dia e a tendência natural de tornarmos mecânicas uma série de tarefas. É natural que nos percamos nos porquês de cada uma delas. Sendo assim, vale ressaltarmos a importância do Fluxo de Caixa para empresas.

O foco principal desta tarefa é acompanhar as finanças a fim de verificar a saúde da empresa e, assim, possibilitar o planejamento do orçamento de ações futuras e apoiar a tomada de decisões dos gestores.

Entretanto, podemos ir muito além. A possibilidade de planejamento para o futuro da empresa implica na viabilização de investimentos que farão com que a empresa cresça. Além disso, ajuda no controle de custos desnecessários (que podem se tornar um grande ralo financeiro) e no planejamento de campanhas promocionais. O Fluxo de Caixa no planejamento financeiro ainda traz outros benefícios, como:

  • Dados consolidados que podem viabilizar empréstimos bancários;
  • Cálculo de rentabilidade e lucratividade;
  • Cálculo do prazo para retorno de investimentos;
  • Análise de sensibilidade;
  • E mais…

Em outras palavras, um Fluxo de Caixa bem desenhado permite que os gestores avaliem a situação atual da empresa para que possam, assim, planejar seu futuro.

 

7 erros mais comuns de Fluxo de Caixa que podem falir uma empresa

 

Conforme falamos acima, não são poucos os casos de pessoas que elaboram o Fluxo de Caixa de forma automática, justamente por ser uma tarefa do seu cotidiano. Mas é preciso cuidado, afinal de contas, tarefas automáticas podem deixar passar detalhes preciosos para a avaliação do momento atual e planejamento do futuro da empresa.

Exatamente por isso, listaremos aqui 7 dos erros mais comuns ao confeccionar um Fluxo de Caixa. Erros que podem parecer pequenos e inofensivos mas que podem gerar verdadeiros rombos financeiros.

 

fluxo e caixa

 

1. Falta de atualização

Deixar de atualizar o Fluxo de Caixa periodicamente pode interferir diretamente na confiabilidade e precisão dos números, fazendo com que a tarefa perca sentido. O ideal é realizar os lançamentos, pelo menos, uma vez por semana.

 

2. Lançamento de vendas

Erro no lançamento das vendas é outro aspecto que pode afetar o Fluxo de Caixa. Um exemplo é quando embora a venda tenha sido realizada, a empresa não recebeu o valor em si. Essa falha pode mascarar os números e dar a ilusão de um valor em caixa que nem sempre existe.

ATENÇÃO: Em caso de vendas a prazo o valor a ser lançado em cada mês é o da parcela e não o valor total da venda.

 

3. Desconhecer os gastos

Colocar valores despendidos dentro de uma empresa apenas como saída pode gerar problemas de interpretação e planejamento no futuro. O ideal é que se crie categorias que viabilizem a visualização de valores de despesas, os valores de desperdícios, os custos e assim por diante. Aliás, vale também entender a diferença entre todos os tipos de saídas dentro do ambiente empresarial.

 

4. Informações incompletas

Conforme falamos, absolutamente tudo que envolve dinheiro deve ser lançado no Fluxo de Caixa. Muitas vezes, pedidos pequenos de material de escritório, produtos de limpeza ou qualquer outro item que não é um insumo para a produção do produto ou serviço ofertado tende a ser deixado de lado na prestação de contas. Para imaginar o perigo desta prática, basta entender que uma série de valores baixos podem gerar um valor alto e, assim, comprometer a saúde financeira da empresa.

 

5. Não consultar o Fluxo de Caixa

Não é raro em empresas de diversos portes a necessidade de que uma decisão seja tomada às pressas. Assim como não é raro que essas decisões sejam tomadas sem que o Fluxo de Caixa seja consultado.

Quando atualizado e completo, o Fluxo de Caixa oferece ferramentas de apoio na tomada dessas decisões. A decisão de realizar o conserto de um equipamento ou optar pela compra de um novo, por exemplo, pode ser tomada com base nos dados financeiros da empresa.

 

6. Não ser realista

Quando falamos em não ser realista, estamos falando de estimativas. O gestor, ou o Diretor Financeiro, que interpreta o Fluxo de Caixa de maneira extrema, tanto positiva quanto negativamente, estará, fatalmente, perdendo dinheiro. Por isso, o histórico financeiro da empresa deve ser analisado com calma. Sazonalidades, por exemplo, tendem a seguir determinados padrões fáceis de se identificar através deste diagnóstico.

 

7. Não investir em um bom software de gestão

Não deixamos este item por último à toa. Agora que entendemos o tamanho da complexidade e importância do Fluxo de Caixa, fica mais fácil entender que certas ferramentas se mostram essenciais.

Considere uma empresa com processos de vendas definidos, que compra insumos e matéria prima para a fabricação de seus produtos. Esta empresa possui certa quantidade de funcionários e uma estrutura física básica. Precisamos entender que ela deve colocar todos estes fatores embutidos no preço de seus produtos, vender a prazo e ainda controlar os números de todos os fatores citados aqui. Assim, podemos entender que uma planilha de Excel, por exemplo, tem grandes chances de trazer erros para a sua gestão financeira.

Considerar a contratação de um bom software de gestão implica em aumentar o controle desse planejamento. Além, claro, de automatizar processos e, principalmente, manter o Fluxo de Caixa atualizado com informações precisas e seguras. Este tipo de sistema evita erros humanos e facilita os gestores na tomada de decisão.

 

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SOBRE O AUTOR
Renato Souza – Diretor Comercial da PROX

Profissional especialista nos processos administrativos de controladoria com passagem pela TOTVS SA onde se especializou nas áreas fiscal e contábil. Atuou também em outras consultorias de ERP como analista e coordenador de projetos de implantação de ERP.

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