27 jan

No início de cada ano, todos fazem previsões sobre novas tecnologias, principais tendências em tecnologia de ponta e tendências de negócios. A verdade é que os três são inseparáveis.

O desenvolvimento de software continuará levando às empresas ao limite, mas não dependerá somente dos desenvolvedores, embora permanecerão sendo peça essencial na capacidade de inovar das corporações.

Desenvolvedores profissionais e amantes da programação utilizarão suas habilidades na solução de problemas para ajudar a diferenciar as empresas, o que resultará na criação de mais sistemas e aplicativos para melhorar a performance operacional e a experiência dos usuários.

Neste contexto, apresentamos as 10 tendências de desenvolvimento de software com a utilização de low-code para as empresas que buscam tornarem-se mais competitivas em 2020.

1 – Aceleração da Inovação na Ponta com plataforma low-code

A inovação pode vir de qualquer segmento da organização, encorajando e até premiando os colaboradores, conforme os resultados alcançados. Cada vez mais empresas estão seguindo esse modelo de não limitar a inovação para poucas pessoas ou somente uma área da empresa. E para facilitar mais inovações, muitas utilizarão plataformas low-code para transformar rapidamente ideias em protótipos, realizar a criação de produtos minimamente viáveis (o famoso MVPs – minimum viable products em inglês) e até sistemas completos.

Se a plataforma low-code possui nível empresarial e é capaz de ser usada de maneira padrão por desenvolvedores profissionais e amadores, temos benefícios adicionais. Muitas vezes, aplicativos construídos por amadores crescem além das capacidades de seu criador. Contudo, se o desenvolvedor profissional precisar reescrever do zero o aplicativo criado por um desenvolvedor amador, perde-se eficiência. Com uma plataforma low-code comum em funcionamento, como a OutSystems, a passagem de bastão é simples e o desenvolvedor profissional pode continuar de onde o projeto parou.

2 – Low-code será um facilitador essencial na transformação digital

A transformação digital é a conversão do analógico para o digital, evolução das tarefas manuais para aplicações digitais. Na medida em que as empresas tentam otimizar tudo, desde a eficiência operacional até a experiência de usuário, novas ideias surgem, mas é preciso ter um mecanismo eficaz para transformar grandes ideias em benefícios efetivos.

A transformação digital é um processo contínuo, porque o mercado muda constantemente e, neste contexto, cada vez mais empresas tendem a utilizar o low-code para tornar os ciclos de inovação mais rápidos e proporcionar níveis mais elevados de agilidade organizacional.  Até profissionais que não tem o conhecimento completo em programação podem criar ótimas experiencias de usuário, o que tradicionalmente, era de domínio de desenvolvedores de software profissionais.

3 – Inteligência Artificial para capacitar os desenvolvedores

Plataformas low-code estão adicionando capacidades de inteligência artificial para prestar assistência aos desenvolvedores, o que permite aos profissionais obterem respostas rápidas quanto a possíveis erros de sistema, problemas de performance, erros de dados e outros.

Para desenvolvedores amadores, a inteligência artificial serve como uma mentoria. Ela observa o que o usuário está fazendo e o orienta ao longo do processo. Com a ajuda da inteligência artificial, pessoas com algum conhecimento em programação podem desenvolver aplicações até o final.

4 – Mais desenvolvedores adicionarão IA aos seus aplicativos low-code

O uso de IA é um diferencial competitivo. Pode ser utilizada para acelerar um resultado, possibilitar decisões mais embasadas e ajudar a proporcionar experiências mais relevantes e significativas aos clientes. Plataformas low-code, como a OutSystems, permite aos usuários adicionar IA nos seus aplicativos de forma mais simples.

Além disso, as empresas devem garantir que as suas plataformas de low-code com IA consigam suportar as normas de compliance da empresa e a legislação de proteção dos dados em vigor nas diferentes regiões. É muito importante o cuidado, por exemplo, ao desenvolver um aplicativo que possa infringir a GDPR (General Data Protection Regulation), CCPA (California Consumer Privacy Act) ou a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) que logo entrará em vigor no Brasil.

5 – Low-code e RPA convergirão para permitir altos níveis de eficiência

Muitas organizações estão implementando processos de automação robótica (robotics process automation ou RPA) para alcançar altos níveis de eficiência. Mais especificamente, eles estão usando RPA para tarefas rotineiras e repetitivas que fazem mais sentido para máquinas do que para humanos. Também estão usando RPA para otimizar a velocidade e diminuir o volume do trabalho humano.

RPA é uma extensão lógica dos recursos de low-code que pode ser utilizada pelos desenvolvedores para a construção de aplicativos que  com objetivo de automatizar tarefas.

6 – Times de desenvolvedores mais tradicionais adotarão o low-code

Os desenvolvedores são céticos com plataformas low-codeporque passaram muitos anos estudando e trabalhando para melhorar a performance da escrita de códigos. Neste contexto, muitos duvidam que plataformas low-code possam ser levadas a sério, pois historicamente o conhecimento e as habilidades humanas foram imprescindíveis para se construir grandes aplicativos e sistemas. Mesmo assim, temos hoje times de desenvolvimento completos abraçando o low-code.

Nem todas as plataformas low-code são iguais. Algumas plataformas de low-code são feitas para desenvolvedores profissionais, outras para desenvolvedores web e algumas para os amantes da programação, chamados também de desenvolvedores amadores. A OutSystems foi feita para os 3 tipos.

Além disso, a OutSystems é uma das poucas plataformas de low-code que os desenvolvedores confiam por incluir todos os tipos de funções que os desenvolvedores esperam e ser voltada ao mundo corporativo. A Gartner considera a OutSystems a plataforma low-code número 1 do mercado.

Os desenvolvedores profissionais aderiram à OutSystems também pela possibilidade de escrever aplicativos em uma ordem de grandeza mais rápida do que antes, o que reduz para o número de dias em vez de semanas, semanas em vez de meses e assim sucessivamente, o que faz com que eles tenham mais tempo livre para inovar e diminuir o backlog.

7 – Low-code como estratégia da empresa

A adoção do low-code é muitas vezes tática. Uma empresa pode escolher uma plataforma low-code para resolver um problema específico, mas ao passo em que as necessidades ficam mais sofisticadas, pode perceber que a plataforma escolhida limita o crescimento.

Quando times de desenvolvimento de software procuram por plataformas low-code, a implementação tende a ser mais estratégica. De fato, times mais sofisticados possuem uma estratégia low-code que inclui objetivos e métricas de sucesso.

Estratégias low-code surgirão para facilitar a transformação digital mais rápida mantendo os padrões de qualidade, segurança, e compliance da empresa. No entanto, as organizações devem ter cuidado com a implementação de uma estratégia low-code, pois nem todas são compatíveis, especialmente pensando a longo prazo. A base mais segura é uma plataforma low-code empresarial que pode crescer e se adaptar às mudanças e requisitos organizacionais.

8 – Mais negócios adotarão o low-code para aplicativos essenciais e mais complexos

Muitas organizações vêm utilizando low-code para criar vários tipos de aplicativos, mas algumas são hesitantes quando trata-se de aplicativos mais complexos porque têm receio dos riscos potenciais: Vai escalonar? Aguenta cargas de trabalho? Oferece suporte para requerimentos de segurança, compliance e volume de transações? E se o projeto falhar? O que aconteceria com nossa posição de mercado e reputação?

Em vez de questionar se uma plataforma low-code é capaz de aguentar um aplicativo de missão crítica ou essencial, as organizações devem questionar se a plataforma de low-code é efetiva.  Essencial procurar por casos de sucesso que envolvam risco considerável e verificar as capacidades da plataforma para garantir que ela suporta os requisitos específicos da organização.

Por exemplo, a empresa de energia EDP Brasil construiu um aplicativo complexo que gerencia a produção e distribuição de eletricidade com a OutSystems. Esse aplicativo é hoje o aplicativo padrão dentre as 14 usinas da EDP Brasil. Antes, cada usina tinha seu próprio sistema. Construir um sistema complexo como esse requer muito mais do que confiança na plataforma low-code. O aplicativo construído com a plataforma deve ser confiável do ponto de vista do negócio, comercial, técnico,  aspectos de segurança e regulatório.

9 – As organizações desejam “proteger o futuro dos seus sistemas e aplicativos”

Novas linguagens e frameworks surgem o tempo todo e o ritmo de inovação continua acelerando. As empresas não têm como reescrever seus sistemas toda vez que uma nova tecnologia surge. Por outro lado, elas não podem ficar tecnologicamente atrás de seus concorrentes.

Mais empresas perceberão que o low-code pode ajudar na proteção das mudanças tecnológicas. Alguns clientes da OutSystems já possuem mais de 14 anos de evolução tecnológica e inovação sem precisar reescrever seus sistemas.

10 – Reestruturação da área de TI para equipes de low-code 

O desenvolvimento de software está progredindo em alta velocidade em muitas organizações e algumas dividem em 2 equipes de programadores, enquanto um time de desenvolvimento de software está usando low-code, o outro está operando de forma tradicional.

Os executivos, em geral, estão percebendo a grande diferença dos resultados para a empresa do time que utiliza low-code tanto pela velocidade da entrega, como pela eficácia dos sistemas e já consideram unificar todos em um único time de programação low-code

Fato é que ninguém vai querer ficar para trás em tempos de transformação digital e low-code é um importante aliado neste processo.

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Leia o artigo original no blog da Outsystems.

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Renato Souza
SOBRE O AUTOR
Renato Souza – Diretor Comercial da PROX

Profissional especialista nos processos administrativos de controladoria com passagem pela TOTVS SA onde se especializou nas áreas fiscal e contábil. Atuou também em outras consultorias de ERP como analista e coordenador de projetos de implantação de ERP.

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